sexta-feira, 13 de abril de 2012

Os Quatro Níveis de Cura de Shakti Gawain

Veja Informações sobre este livro no blog  "Harmonizar os Quatro Níveis da Existência Humana" que inspirou o evento.

"Foi para mim uma grande ajuda compreender que existem quatro aspectos muito diferentes da vida - o espiritual, o mental, o emocional e o físico. Cada uma destas áreas precisa de ser curada e desenvolvida de forma específica e, algumas vezes, de modos muito diferentes".
Gawain, S. (2001:12).





sexta-feira, 9 de março de 2012

Campbell, D. O efeito Mozart. Lisboa: Estrela Polar

Resumo de Eduardo Almeida 
O Efeito Mozart
É do conhecimento geral a magia exercida pela música na vida humana, a forma como determina o comportamento, humor e até sentimentos da espécie. O que ninguém sabia, até 1993, é que a música  melhora o nosso desempenho em tarefas cognitivas que exigem competências espácio-temporais. A esta descoberta e suas técnicas de aplicação atribui-se o nome de "Efeito Mozart", já que a obra do compositor austríaco foi a primeira a revelar-se excepcionalmente eficaz para tratar o corpo, a mente a alma. Mas essa não é a principal razão. Como se escreve na página 51 do livro, “Porque não chamar aos poderes transformadores da música o Efeito Bach, o Efeito Beethoven, ou o Efeito Beatles? É meramente por Mozart ser mais estimado do que génios como Beethoven, Gershwin ou Louis Armstrong? Ou a sua música tem propriedades únicas, despertando reacçõs universais que só agora se prestam a ser medidas? A resposta, inequívoca, vem logo a seguir. "Tomatis colocou as mesmas questões. E constatou, repetidamente, que independentemente dos gostos do ouvinte ou exposição prévia ao compositor, a música de Mozart invariavelmente acalmava os ouvintes, melhorava a percepção espacial e permitia-lhes expressarem-se com mais clareza - comunicando simultaneamente com o coração e a mente. Verificou que Mozart obtinha indiscutivelmente os melhores resultados e reacções a longo prazo (...). Claramente, os ritmos, melodias e altas frequências da música de Mozart estimulam e carregam as regiões criativas e motivadoras do cérebro. Mas talvez a chave da sua grandeza seja o facto de o som ser tão puro e simples.”
Na página seguinte, o autor avança uma provável explicação para os magníficos resultados da obra do compositor neste âmbito: (...) «Ele tem um efeito, um impacto, que os outros não têm. Excepção entre excepções, ele tem um poder libertador e, diria mesmo regenerador. A sua eficácia excede de longe o que observamos nos seus antecessores (...) nos seus contemporâneos ou nos seus sucessores.» Aliás, "o poder único e invulgar da música de Mozart brota provavelmente da sua vida, especialmente das circunstâncias que roderam o seu nascimento. Mozart foi concebido num espaço raro. A sua existência pré-natal foi diariamente imbuída de música, especialmente dos sons do violino do pai, que quase de certeza ampliaram o seu desenvolvimento neurológico e despertaram os ritmos cósmicos in utero. O pai era um kapellmeister, ou director musical, em Salzburgo e amão, filha de um músico, desempenhou toda a vida um papel na sua educação musical, começando com canções e serenatas durante a gravidez. Devido a este ambiente musical superior, Mozart nasceu já saturado de música - moldado por ela. Não se julgue, porém, que só a Música Clássica em geral e a de Mozart em particular encerram propriedades terapêuticas. Sabe-se hoje que, independentemente do género, a música constitui uma preciosa ferramenta para tratar o corpo, fortalecer a mente e potenciar a criatividade. Da autoria de Don Campbell e lançado em Portugal pela Estrela Polar, O Efeito Mozart é um clássico da musicoterapia, mas também do autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Uma obra interessantíssima, de leitura obrigatória para quem pretende conhecer-se melhor e sentir na pele as qualidades terapêuticas da música.
Eduardo Almeida

Mandino, O. A Melhor Maneira de Viver. Lisboa: Pergaminho.

Resumo de Eduardo Almeida

A Melhor Maneira de Viver
Escritor italiano (12/12/1923-3/9/1996) radicado nos Estados Unidos, Og Mandino foi um “guru” das vendas e da auto-ajuda. Publicou vários best-sellers em 25 idiomas. O Maior Vendedor do Mundo foi o seu maior êxito editorial.

Em A Melhor Maneira de Viver o autor explica, na primeira parte, haver três condições necessárias para o leitor aproveitar o máximo potencial de qualquer livro de auto-ajuda: a) identificar aspectos da sua vida que podem ser melhorados, assumindo-o; b) admitir que o seu percurso de vida não o tem feito progredir; c) reconhecer a importância da ajuda de terceiros para alcançar o êxito.
Em seguida, Mandino relata a sua experiência. Na juventude, o álcool e a ausência de auto-estima levaram-no a perder a família, o emprego e a casa, tornando-o um sem abrigo. Contudo, uma atitude mental positiva e muito esforço reergueram-no das cinzas. Após bater no fundo, Mandino tornou-se uma referência mundial. A encerrar a primeira parte, o autor deixa uma ideia-chave: a importância de recomeçar, fazendo opções e traçando o nosso próprio caminho na vida.
A segunda parte é constituída por 17 regras (interdependentes) a seguir para viver melhor e ser bem sucedido. São elas:
1 – Valorizar o que temos. Antes de nos queixarmos, devemos pensar na sorte que temos comparativamente aos menos afortunados:
2 – Dar mais do que o esperado.  O êxito está garantido se, em tudo o que fizermos, investirmos mais do que seria expectável;
3 – Não pensar nos erros ou frustrações.  Devemos aceitá-los como parte da vida e como uma forma de aprendizagem que nos leva a tentar novamente;
4  - Mostrar a nossa melhor faceta. Os nossos descendentes precisam do melhor modelo possível a seguir;
5 – Pensar positivo. Só assim podemos ter uma vida feliz e realizada;
6 – Praticar acções marcantes. Devemos sempre iluminar o dia de outrem, resistindo à tentação da arrogância;
7 – Ser um vencedor. A auto-comiseração só traz infelicidade. Devemos resistir, não desistir;
8 – Distinguir o essencial do acessório. Saber o que é realmente importante na vida orienta a acção e energia para os grandes empreendimentos;
9 – Viver o dia presente como se fosse o último. Agir agora, sem procrastinar. Viver o momento sem amarras ao passado ou ao futuro;
10 –  Ser bondoso e gentil sem olhar a quem. Isso traz-nos felicidade;
11 – Rir-se de si próprio e da vida. Não devemos levar-nos demasiado a sério. Como diz o autor, o melhor riso é o dos que são suficientemente auto-confiantes para se rirem de si próprios;
12 – Não negligenciar as pequenas coisas. Dar atenção ao pormenor, com esforço e dedicação, permite-nos evoluir como pessoas e profissionais;
13 – Saudar a manhã – agradecer o facto de estarmos vivos, valorizar o que temos e transmitir felicidade aos outros;
14 – Estabelecer objectivos diários realistas. Assim, passo-a-passo, alcançaremos grandes metas. Objectivos megalómanos trazem-nos frustração e infelicidade;
15 – Nunca permitir que algo ou alguém nos estrague o dia. Tal acontece apenas se o permitirmos. Por isso, devemos rejeitar sentimentos medíocres como o ódio, o ciúme ou a inveja;
16 – Descobrir benefícios em cada adversidade. Ao fazê-lo transformamos derrotas certas em vitórias;
17 – A verdadeira felicidade está dentro de nós e resulta da partilha e do amor, não do poder e dos bens materiais.
O autor termina lembrando, no epílogo, que a motivação para melhorar as nossas vidas tem que vir de dentro, com determinação, tempo, esforço e sacrifício. Afinal, o melhor ainda está para vir, basta aplicar as Regras.

Catalão, J.; Penim, A. (2010). Ferramentas de Coaching. Lisboa: Lidel

Resumo de Eduardo Almeida 

De forma a elaborar o resumo de livro pedido para entrega no âmbito do exame do curso de Coaching Avançado – Nível II a minha escolha recaiu na obra “Ferramentas de Coaching”, de João Alberto Catalão e Maria Teresa Penim (com breves participações de quatro outros autores), editado pela Lidel.
Tendencialmente direccionado para profissionais, não só de Coaching mas de qualquer área do conhecimento / economia, o livro aprofunda em especial o Executive Coaching e encontra-se organizado em quatro partes: 1) “A razão de ser deste livro”; 2) “50 ferramentas de Coaching”; 3) “Testemunhos”; e 4) “Anexos”.
Na primeira parte os autores explicam que os fundamentos de “Ferramentas de Coaching” residem na inexistência de uma obra sobre Coaching escrita em português que reunisse um amplo conjunto de ferramentas práticas provenientes de orientações e modelos variados, marcada pela pluralidade de abordagens e em que participassem diversos autores. Assim, quatro aspectos-chave se retêm como objectivo deste título:
1 - Partilhar ideias, técnicas e práticas, operacionalizando-as;
2 – Estimular a prática e o aprofundamento de competências de Coaching;
3 – Promover um processo contínuo para a co-criação de uma inovadora abordagem profissional ao Coaching.  
Ainda na primeira parte define-se Coaching, explicita-se os destinatários da obra e desafia-se os leitores a partilhar ideias, comentários e sugestões decorrentes da aplicação das ferramentas no site da obra.
Podemos considerar que a segunda e principal parte do livro (bastante prático e diversificado, diga-se) está organizada em duas secções: conceitos e técnicas/ferramentas. No que diz respeito à primeira os autores definem pormenorizadamente conceitos fundamentais como a auto-avaliação do Coach, o contrato de Coaching, o Rapport e a empatia, a escuta activa, a escuta estruturada, o feedback, a reformulação, as perguntas poderosas, o estabelecimento de objectivos ou o Coaching Apreciativo.
Na segunda secção os autores apresentam individualmente 30 diferentes técnicas / ferramentas de Coaching, explicando de início o objectivo central das mesmas e em seguida a respectiva operacionalização, terminando com um comentário. Entre as ferramentas apresentadas contam-se a Roda da Vida, o modelo G.R.O.W., a PNL, o Mapa Mental, metáforas e frases inspiradoras, entre outros.
A terceira parte agrega testemunhos profissionais dos coaches Ana Artigas, André Ribeiro, Ângela Gaehtgens e Cris Carvalho, que dissertam, respectivamente, sobre a importância do Coaching para os executivos que se querem de sucesso; Coaching com PNL; mudança; e descoberta.
Na quarta e última parte encontramos 14 definições de Coaching oriundas das mais variadas organizações nacionais e internacionais da área, as competências essenciais do Coach segundo a International Coaching Federation (ICF), o código de ética que rege a profissão de Coach de acordo com esta mesma organização, nomes de associações e organizações de Coaching no Mundo e, a terminar, bibliografia e sites para consulta.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Starr, J. (2008). The Coaching Manual – The definitive guide to the process, principles and skills of personal coaching. Edinburgh Gate: Pearson Education.

“(…) There are no right or wrong options – only outcomes.”


Starr
(2008:132)


Esta é uma obra muito bem organizada, prática, que estabelece uma forte interacção com o leitor, convidando-o ao exercício do coaching e à subsequente reflexão.
Ao longo do livro três ideias-chave emergem com frequência no que se refere à actuação do coach: a importância do equilíbrio no uso das diversas técnicas, ponderando os prós e os contras da sua utilização; a distinção entre influenciar e controlar; e saber lidar com os erros.
Cada capítulo inclui várias rubricas que promovem a interactividade com o leitor. Assim, o Coach’s toolkit inclui exercícios para melhorar as competências do coach, descritas em detalhe, seguido de Toolkit summary, no qual são sistematizados os aspectos fundamentais a reter. A rubrica Coach’s story apresenta situações vividas pela autora em sessões de coaching. Por outro lado, As Testing questions testam os conhecimentos adquiridos pelo leitor e a rubrica An exercise promove o aperfeiçoamento das competências do coach, seguindo-se-lhe um resumo (Summary). Além disso, a rubrica Coach’s corner, chama a atenção para alguns aspectos práticos que podem exigir mais do coach no âmbito de uma sessão. Também aqui existe um resumo sob a forma de Summary. Na obra encontram-se ainda sínteses de secção e de capítulo, bem como uma síntese final intitulada Key points of learning.
No capítulo 1, Introduction, a autora começa por apontar as características de um bom coach, sistematizando exemplos da utilização das linguagens directiva e não directiva, além de referir as vantagens e desvantagens de ambas. Julie Starr explica ainda as diferentes vertentes do coaching (business, executive e personal).
No capítulo 2, Collaborative coaching, a autora explica em que consiste este género de coaching, apelidando-o de eficaz e respeitador do cliente, sendo da sua exclusiva responsabilidade os resultados alcançados. Trata-se de um estilo não directivo que permite uma maior aprendizagem por parte do cliente. Collaborative coaching  é   mais aprofun-dado no capítulo 3 (Coaching principles or beliefs).
Em seguida, no capítulo 4, Fundamental skills of coaching, são enunciadas as competências fundamentais do coach: criar rapport, atingir um nível de escuta profunda, usar a intuição, colocar perguntas poderosas e dar feedback de apoio.
No capítulo 5, Barriers to coaching, são indicados os aspectos que podem bloquear o processo do coaching, impedindo a obtenção de resultados.
Prosseguindo, no capítulo 6, Coaching conversations: the coaching path, descrevem-se as cinco etapas subjacentes a uma sessão de coaching (acolhimento, objectivo, aprofundamento da reflexão, acordo quanto ao plano de acção e encerramento). Neste capítulo confluem todos os ensinamentos expostos nos capítulos anteriores (a teoria aplicada à prática), existindo inúmeras referências cruzadas que se estendem também a capítulos posteriores.
No capítulo 7, Coaching assignment: structure and process, são discutidos aspectos práticos do exercício do coaching, explicando-se no capítulo seguinte, Emotional maturity and coaching, a necessidade de o coach possuir maturidade emocional para melhor desenvolver o seu trabalho.
No capítulo 9, Becoming a coach, exploram-se as razões que do leitor para se tornar coach, sendo ainda apresentadas várias perspectivas profissionais no âmbito do coaching.
O capítulo 10, Key points of learning, Sistematiza os aspectos essenciais a reter. Esta é uma excelente forma de rever alguns conceitos analisados ao longo do livro.
De referir ainda os apêndices, que incluem informação útil sobre a definição de coaching, por oposição a outras áreas (terapia, psicoterapia, ensino, psicanálise),bem como uma ficha de resumo da primeira sessão e de recolha do feedback.
Por fim, encontramos um índice remissivo que permite ao leitor aceder mais rapidamente a um assunto específico do seu interesse.
De referir ainda que a generalidade dos aspectos explicitados na obra retrata fielmente as vicissitudes de um coach, sobretudo na fase inicial da carreira, que pude experienciar nas sessões de coaching que realizei até agora. Na verdade, a leitura minuciosa da obra permitiu-me aperceber à posteriori das razões subjacentes às dificuldades sentidas na condução das sessões de coaching e que, afinal, são de fácil resolução.