sexta-feira, 9 de março de 2012

Campbell, D. O efeito Mozart. Lisboa: Estrela Polar

Resumo de Eduardo Almeida 
O Efeito Mozart
É do conhecimento geral a magia exercida pela música na vida humana, a forma como determina o comportamento, humor e até sentimentos da espécie. O que ninguém sabia, até 1993, é que a música  melhora o nosso desempenho em tarefas cognitivas que exigem competências espácio-temporais. A esta descoberta e suas técnicas de aplicação atribui-se o nome de "Efeito Mozart", já que a obra do compositor austríaco foi a primeira a revelar-se excepcionalmente eficaz para tratar o corpo, a mente a alma. Mas essa não é a principal razão. Como se escreve na página 51 do livro, “Porque não chamar aos poderes transformadores da música o Efeito Bach, o Efeito Beethoven, ou o Efeito Beatles? É meramente por Mozart ser mais estimado do que génios como Beethoven, Gershwin ou Louis Armstrong? Ou a sua música tem propriedades únicas, despertando reacçõs universais que só agora se prestam a ser medidas? A resposta, inequívoca, vem logo a seguir. "Tomatis colocou as mesmas questões. E constatou, repetidamente, que independentemente dos gostos do ouvinte ou exposição prévia ao compositor, a música de Mozart invariavelmente acalmava os ouvintes, melhorava a percepção espacial e permitia-lhes expressarem-se com mais clareza - comunicando simultaneamente com o coração e a mente. Verificou que Mozart obtinha indiscutivelmente os melhores resultados e reacções a longo prazo (...). Claramente, os ritmos, melodias e altas frequências da música de Mozart estimulam e carregam as regiões criativas e motivadoras do cérebro. Mas talvez a chave da sua grandeza seja o facto de o som ser tão puro e simples.”
Na página seguinte, o autor avança uma provável explicação para os magníficos resultados da obra do compositor neste âmbito: (...) «Ele tem um efeito, um impacto, que os outros não têm. Excepção entre excepções, ele tem um poder libertador e, diria mesmo regenerador. A sua eficácia excede de longe o que observamos nos seus antecessores (...) nos seus contemporâneos ou nos seus sucessores.» Aliás, "o poder único e invulgar da música de Mozart brota provavelmente da sua vida, especialmente das circunstâncias que roderam o seu nascimento. Mozart foi concebido num espaço raro. A sua existência pré-natal foi diariamente imbuída de música, especialmente dos sons do violino do pai, que quase de certeza ampliaram o seu desenvolvimento neurológico e despertaram os ritmos cósmicos in utero. O pai era um kapellmeister, ou director musical, em Salzburgo e amão, filha de um músico, desempenhou toda a vida um papel na sua educação musical, começando com canções e serenatas durante a gravidez. Devido a este ambiente musical superior, Mozart nasceu já saturado de música - moldado por ela. Não se julgue, porém, que só a Música Clássica em geral e a de Mozart em particular encerram propriedades terapêuticas. Sabe-se hoje que, independentemente do género, a música constitui uma preciosa ferramenta para tratar o corpo, fortalecer a mente e potenciar a criatividade. Da autoria de Don Campbell e lançado em Portugal pela Estrela Polar, O Efeito Mozart é um clássico da musicoterapia, mas também do autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Uma obra interessantíssima, de leitura obrigatória para quem pretende conhecer-se melhor e sentir na pele as qualidades terapêuticas da música.
Eduardo Almeida

Mandino, O. A Melhor Maneira de Viver. Lisboa: Pergaminho.

Resumo de Eduardo Almeida

A Melhor Maneira de Viver
Escritor italiano (12/12/1923-3/9/1996) radicado nos Estados Unidos, Og Mandino foi um “guru” das vendas e da auto-ajuda. Publicou vários best-sellers em 25 idiomas. O Maior Vendedor do Mundo foi o seu maior êxito editorial.

Em A Melhor Maneira de Viver o autor explica, na primeira parte, haver três condições necessárias para o leitor aproveitar o máximo potencial de qualquer livro de auto-ajuda: a) identificar aspectos da sua vida que podem ser melhorados, assumindo-o; b) admitir que o seu percurso de vida não o tem feito progredir; c) reconhecer a importância da ajuda de terceiros para alcançar o êxito.
Em seguida, Mandino relata a sua experiência. Na juventude, o álcool e a ausência de auto-estima levaram-no a perder a família, o emprego e a casa, tornando-o um sem abrigo. Contudo, uma atitude mental positiva e muito esforço reergueram-no das cinzas. Após bater no fundo, Mandino tornou-se uma referência mundial. A encerrar a primeira parte, o autor deixa uma ideia-chave: a importância de recomeçar, fazendo opções e traçando o nosso próprio caminho na vida.
A segunda parte é constituída por 17 regras (interdependentes) a seguir para viver melhor e ser bem sucedido. São elas:
1 – Valorizar o que temos. Antes de nos queixarmos, devemos pensar na sorte que temos comparativamente aos menos afortunados:
2 – Dar mais do que o esperado.  O êxito está garantido se, em tudo o que fizermos, investirmos mais do que seria expectável;
3 – Não pensar nos erros ou frustrações.  Devemos aceitá-los como parte da vida e como uma forma de aprendizagem que nos leva a tentar novamente;
4  - Mostrar a nossa melhor faceta. Os nossos descendentes precisam do melhor modelo possível a seguir;
5 – Pensar positivo. Só assim podemos ter uma vida feliz e realizada;
6 – Praticar acções marcantes. Devemos sempre iluminar o dia de outrem, resistindo à tentação da arrogância;
7 – Ser um vencedor. A auto-comiseração só traz infelicidade. Devemos resistir, não desistir;
8 – Distinguir o essencial do acessório. Saber o que é realmente importante na vida orienta a acção e energia para os grandes empreendimentos;
9 – Viver o dia presente como se fosse o último. Agir agora, sem procrastinar. Viver o momento sem amarras ao passado ou ao futuro;
10 –  Ser bondoso e gentil sem olhar a quem. Isso traz-nos felicidade;
11 – Rir-se de si próprio e da vida. Não devemos levar-nos demasiado a sério. Como diz o autor, o melhor riso é o dos que são suficientemente auto-confiantes para se rirem de si próprios;
12 – Não negligenciar as pequenas coisas. Dar atenção ao pormenor, com esforço e dedicação, permite-nos evoluir como pessoas e profissionais;
13 – Saudar a manhã – agradecer o facto de estarmos vivos, valorizar o que temos e transmitir felicidade aos outros;
14 – Estabelecer objectivos diários realistas. Assim, passo-a-passo, alcançaremos grandes metas. Objectivos megalómanos trazem-nos frustração e infelicidade;
15 – Nunca permitir que algo ou alguém nos estrague o dia. Tal acontece apenas se o permitirmos. Por isso, devemos rejeitar sentimentos medíocres como o ódio, o ciúme ou a inveja;
16 – Descobrir benefícios em cada adversidade. Ao fazê-lo transformamos derrotas certas em vitórias;
17 – A verdadeira felicidade está dentro de nós e resulta da partilha e do amor, não do poder e dos bens materiais.
O autor termina lembrando, no epílogo, que a motivação para melhorar as nossas vidas tem que vir de dentro, com determinação, tempo, esforço e sacrifício. Afinal, o melhor ainda está para vir, basta aplicar as Regras.

Catalão, J.; Penim, A. (2010). Ferramentas de Coaching. Lisboa: Lidel

Resumo de Eduardo Almeida 

De forma a elaborar o resumo de livro pedido para entrega no âmbito do exame do curso de Coaching Avançado – Nível II a minha escolha recaiu na obra “Ferramentas de Coaching”, de João Alberto Catalão e Maria Teresa Penim (com breves participações de quatro outros autores), editado pela Lidel.
Tendencialmente direccionado para profissionais, não só de Coaching mas de qualquer área do conhecimento / economia, o livro aprofunda em especial o Executive Coaching e encontra-se organizado em quatro partes: 1) “A razão de ser deste livro”; 2) “50 ferramentas de Coaching”; 3) “Testemunhos”; e 4) “Anexos”.
Na primeira parte os autores explicam que os fundamentos de “Ferramentas de Coaching” residem na inexistência de uma obra sobre Coaching escrita em português que reunisse um amplo conjunto de ferramentas práticas provenientes de orientações e modelos variados, marcada pela pluralidade de abordagens e em que participassem diversos autores. Assim, quatro aspectos-chave se retêm como objectivo deste título:
1 - Partilhar ideias, técnicas e práticas, operacionalizando-as;
2 – Estimular a prática e o aprofundamento de competências de Coaching;
3 – Promover um processo contínuo para a co-criação de uma inovadora abordagem profissional ao Coaching.  
Ainda na primeira parte define-se Coaching, explicita-se os destinatários da obra e desafia-se os leitores a partilhar ideias, comentários e sugestões decorrentes da aplicação das ferramentas no site da obra.
Podemos considerar que a segunda e principal parte do livro (bastante prático e diversificado, diga-se) está organizada em duas secções: conceitos e técnicas/ferramentas. No que diz respeito à primeira os autores definem pormenorizadamente conceitos fundamentais como a auto-avaliação do Coach, o contrato de Coaching, o Rapport e a empatia, a escuta activa, a escuta estruturada, o feedback, a reformulação, as perguntas poderosas, o estabelecimento de objectivos ou o Coaching Apreciativo.
Na segunda secção os autores apresentam individualmente 30 diferentes técnicas / ferramentas de Coaching, explicando de início o objectivo central das mesmas e em seguida a respectiva operacionalização, terminando com um comentário. Entre as ferramentas apresentadas contam-se a Roda da Vida, o modelo G.R.O.W., a PNL, o Mapa Mental, metáforas e frases inspiradoras, entre outros.
A terceira parte agrega testemunhos profissionais dos coaches Ana Artigas, André Ribeiro, Ângela Gaehtgens e Cris Carvalho, que dissertam, respectivamente, sobre a importância do Coaching para os executivos que se querem de sucesso; Coaching com PNL; mudança; e descoberta.
Na quarta e última parte encontramos 14 definições de Coaching oriundas das mais variadas organizações nacionais e internacionais da área, as competências essenciais do Coach segundo a International Coaching Federation (ICF), o código de ética que rege a profissão de Coach de acordo com esta mesma organização, nomes de associações e organizações de Coaching no Mundo e, a terminar, bibliografia e sites para consulta.